4 Minutos de Leitura
Última atualização: 24 fevereiro 2020
Índice de conteúdo
Não é de hoje que percebe-se o empoderamento do sexo feminino no mercado de trabalho, em diversas profissões e áreas de atuação. A partir do final do século XX, começou a luta das mulheres por um espaço maior na sociedade, mas não apenas como coadjuvante como era comum nos tempos passados.
Ao longo dos últimos anos, as mulheres conquistaram direitos e batalharam por igualdade de oportunidades entre os sexos, tanto em ocupações na família, quanto no mundo em geral.
O agronegócio, principalmente a agropecuária, é conhecido tradicionalmente pela baixa participação feminina. Entretanto, nos últimos anos a participação da mulher no agronegócio tem mudado bastante.
Entre 2004 e 2015 houve um aumento de 8,3% no total de mulheres trabalhando no agronegócio. Setor que abrange quatro segmentos:
- Insumos para a agropecuária
- Produção agropecuária primária
- Agroindústria (processamento)
- Agrosserviços (CEPEA, 2018)
Os estudos mostram que a mulher no agronegócio busca, cada vez mais, melhorar sua qualificação profissional, por meio de cursos, palestras e troca de informações com profissionais do mesmo setor. O fato de que o aumento da participação feminina foi marcado por trabalhadoras com um maior nível de educação formal sugere uma evolução associada a empregos que demandam maior competência e conhecimentos técnicos. O avanço de tecnologia e as mudanças na forma de gestão do agronegócio fizeram com que mais mulheres se interessassem pelo trabalho no setor.
Além disso, a crescente utilização de softwares para controle de dados das fazendas resultou na necessidade de pessoas com mais habilidades e competências para atuar neste ramo. Com o objetivo de analisar as informações dos sistemas, identificar problemas além de propor soluções em busca de uma maior produtividade e rentabilidade do negócio.
Diferença salarial entre homens e mulheres no agro
Mesmo com aumento da participação e do conjunto de atributos apresentado pelas mulheres, notou-se uma diferença salarial entre o sexo feminino e o masculino. Igualmente como no mercado de trabalho em geral, a mulher no agronegócio possui uma média salarial menor do que os homens, aproximadamente 26% de distinção (CEPEA, 2018).
Segundo o Censo Agropecuário de 2017 (IBGE), o número total de estabelecimentos agropecuários apurado foi de 5.073.324 e, dentre esses, 19% dos produtores. Dessa forma, aproximadamente 1 milhão, são do sexo feminino. Nos dados abaixo, disponibilizados pela Associação Brasileira do Agronegócio em 2017, podemos observar um resumo do perfil das mulheres brasileiras no agronegócio.

Protagonismo da mulher no campo
Um exemplo desse empoderamento e do protagonismo feminino no campo é a produtora Luisa Comin, uma das usuárias do sistema +Gestão. Hoje em dia, ela administra a fazenda que possui cerca de 300 hectares, onde cultiva-se trigo, aveia e soja.
A produtora é formada em Administração de Empresas e possui pós-graduação de Gestão de Negócios, porém, em relação ao agronegócio, foi necessário aprender rapidamente as tarefas antes realizadas pelo pai, como cuidar das negociações com fornecedores e clientes, acompanhar o processo de manejo e fazer toda gestão da fazenda. Por meio do sistema de gestão, utilizado desde 2018, ela consegue acompanhar o andamento da fazenda, mesmo quando precisa se ausentar para atuar nas suas outras ocupações.

Luisa fala que, para se posicionar no agronegócio, ou em qualquer profissão, é importante ter um propósito.
“Quando se tem um propósito maior, se ama o que se faz, qualquer desafio torna-se um degrau para evoluir e ser um profissional e uma pessoa cada vez melhor. O agro possibilita ter o propósito de gerar alimentos e gerar a vida. O desafio de ser mulher no campo existe ,entretanto, o propósito maior em paralelo aos obstáculos faz com que tudo seja possível”
Referências:
https://agrosmart.com.br/blog/a-importancia-do-empoderamento-feminino-para-o-agronegocio/
http://www.abag.com.br/media/files/sumario-pesquisa-mulheres-do-agro-2017-compressed.pdf
Marcelo Lagemann
Sou o Marcelo Lagemann, CEO da Connectere. Formado em Agronomia e Economia pela UFPel tenho + de 10 anos de experiência na gestão direta ou indireta de fazendas.
E-books da Connectere
E-books da Connectere
Baixe aqui gratuitamente.
Confira nossos outros artigos
Confira nossos outros artigos
Receba as novidades da Connectere
Receba as novidades da Connectere
Garanta as novidades do blog e materiais direto no seu e-mail