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A importância da biotecnologia na agricultura

A importância da biotecnologia na agricultura

Como já sabemos, a agricultura é fundamental para a alimentação da população mundial.  Com o aumento da demanda de alimentos devido ao crescimento populacional, mudanças climáticas e pressões ambientais, a [...]

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Última atualização: 18 março 2024

Como já sabemos, a agricultura é fundamental para a alimentação da população mundial. 

Com o aumento da demanda de alimentos devido ao crescimento populacional, mudanças climáticas e pressões ambientais, a busca por soluções inovadoras se torna cada vez mais necessária. 

Contudo, a biotecnologia serve como uma ferramenta poderosa para impulsionar a produtividade agrícola, melhorar a segurança alimentar e reduzir o impacto ambiental.

O que é biotecnologia na agricultura?

Com os avanços, os cientistas descobriram que podiam manipular o DNA de organismos, incluindo plantas, animais e microorganismos como vírus, bactérias e fungos. Além disso, perceberam que era possível transferir genes entre diferentes espécies, resultando na criação de organismos geneticamente modificados (OGMs).

Diante disso, a biotecnologia agrícola engloba o uso de técnicas e tecnologias baseadas em ciências da vida para aprimorar plantas, animais e microrganismos usados na agricultura. Isso inclui desde a modificação genética de culturas até o desenvolvimento de biofertilizantes e agentes de controle biológico.

Quando uma planta não possui defesas naturais contra uma praga, isso causa prejuízos ao agricultor, levando a uma redução na produtividade esperada naquela safra.

Por essa razão, a biotecnologia é importante, especialmente ao introduzir genes de outras espécies nas plantas para uma maior resistência.

No Brasil, o uso de plantas geneticamente modificadas é comum, especialmente em culturas como soja, milho, algodão, feijão, eucalipto e cana-de-açúcar.

Vantagens do organismos modificados geneticamente (OMGs)

Os organismos geneticamente modificados foram desenvolvidos com o objetivo de resolver desafios enfrentados na agricultura diária.

Eles trazem uma série de vantagens, como aumento da produtividade, melhoria da qualidade dos produtos e, consequentemente, maior rentabilidade para os produtores.

Além disso, simplificam o controle de plantas invasoras, pragas e doenças, resultando em menos aplicações de herbicidas, inseticidas e fungicidas, o que contribui para a preservação ambiental.

Quando cultivadas de forma adequada, as culturas geneticamente modificadas também podem minimizar as perdas nas lavouras.

É importante destacar que todos os produtos provenientes de culturas geneticamente modificadas passam por rigorosos testes, tanto em campo quanto em laboratório, para garantir sua eficácia e segurança antes de chegarem ao consumidor.

Benefícios da biotecnologia na agricultura

De acordo com um estudo divulgado em 2019 pelo Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) e Agroconsult, entre 2005 e 2018, as sementes transgênicas de algodão, milho e soja, resistentes a insetos, geraram um lucro adicional acumulado de R$ 21,5 bilhões para os produtores rurais.

Além disso, outros ganhos proporcionados pela biotecnologia foram observados e podem ser quantificados ao longo do período analisado. Como:

Redução no uso de inseticidas por hectare

Estima-se que o uso de inseticidas tenha diminuído em 36% na soja, 18% no milho de verão, 16% no milho de inverno e 32% no algodão. No total, 839 mil toneladas de defensivos deixaram de ser aplicadas nas lavouras durante o período estudado.

Menor quantidade de operações nas plantações

A redução na aplicação de defensivos resultou em uma economia de 377 milhões de litros de combustível, que anteriormente eram utilizados em uma maior quantidade de operações com máquinas agrícolas.

Diminuição dos custos com defensivos

A adoção de plantas de algodão transgênicas com genes Bt resultou em uma economia de até R$ 427 por hectare, representando uma redução de custos de 17,2%. No caso da soja, a redução nos gastos com inseticidas variou entre R$ 22 e R$ 262 por hectare.

Além dos benefícios econômicos, a biotecnologia também contribui para a sustentabilidade e a produtividade na agricultura.

A biotecnologia também trouxe benefícios práticos relacionados à eficiência operacional nas lavouras. Entre esses benefícios estão:

Aumento da produtividade

As culturas geneticamente modificadas (GM) são projetadas para resistir a doenças, pragas e condições ambientais adversas, aumentando assim o rendimento das colheitas.

Redução do uso de agroquímicos 

Culturas resistentes a pragas e doenças requerem menos defensivos, o que diminui os custos de produção e causa menos impactos negativos no meio ambiente e na saúde humana.

Melhoria da qualidade dos alimentos

A biotecnologia pode ser usada para desenvolver culturas com maior valor nutricional, melhor sabor e textura, atendendo às demandas dos consumidores por alimentos mais saudáveis e saborosos.

Sustentabilidade

A utilização de biofertilizantes, bioprotetores e técnicas de biodegradação ajuda nas práticas agrícolas mais sustentáveis, reduzindo a dependência de recursos não renováveis e diminuindo o impacto ambiental.

Uso de sementes transgênicas

As sementes transgênicas têm se mostrado positivamente no controle de pragas. 

Elas são empregadas em culturas como milho, soja e algodão para o controle de ervas daninhas e lagartas. Além de serem fáceis de usar e terem custo reduzido, essas sementes representam uma opção totalmente sustentável.

Além disso, o melhoramento genético das plantas proporciona maior resistência, atende às demandas dos consumidores e agrega valor aos produtos agrícolas. 

A biotecnologia está transformando a agricultura, oferecendo novos recursos para os desafios enfrentados pela produção de alimentos. Com a crescente demanda por alimentos seguros, saudáveis e sustentáveis, a aplicação responsável da biotecnologia na agricultura tem o potencial de melhorar a segurança alimentar global e promover práticas agrícolas mais sustentáveis.

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Isabelle Duarte

Assistente de Marketing na Connectere Agrogestão. Atuo com Marketing Digital desde 2020 e atualmente sou responsável pela redação de artigos na Connectere.

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