El Ninõ: Saiba qual é o seu impacto na agricultura 

El Ninõ: Saiba qual é o seu impacto na agricultura 

O fenômeno El Niño é um dos eventos climáticos com impactos que se estendem por várias regiões e setores, desde a agricultura até a economia global.  Este artigo explora o [...]

6 Minutos de Leitura

Última atualização: 4 março 2024

O fenômeno El Niño é um dos eventos climáticos com impactos que se estendem por várias regiões e setores, desde a agricultura até a economia global. 

Este artigo explora o que é o El Niño, como ele se desenvolve e quais são seus impactos. 

O que é o El Niño?

El Niño é parte de um fenômeno climático conhecido como Oscilação Sul (ENSO, na sigla em inglês), que ocorre no Oceano Pacífico tropical. O ENSO é um ciclo natural que envolve variações nas temperaturas da superfície do mar (TSM) e nos padrões de vento. El Niño é a fase quente do ENSO, enquanto La Niña é a fase fria.

Durante um evento El Niño, as águas superficiais do Oceano Pacífico central e oriental aquecem mais do que o normal, alterando os padrões de vento e as correntes oceânicas. 

Como ocorre o El Niño e quando acontece

O El Niño começa com uma mudança nas condições atmosféricas e oceânicas do Pacífico tropical. As águas quentes do oeste tropical começam a se deslocar para leste, causando um aumento na temperatura da superfície do mar ao longo da costa oeste da América do Sul. 

Normalmente, essa variação fica entre 2 ºC e 3,5 ºC, considerando que, sob condições normais, a temperatura superficial do Pacífico é de 23 ºC. Esse aquecimento altera os padrões de vento, reduzindo ou até mesmo revertendo os ventos alísios que normalmente sopram do leste para o oeste.

Sua periodicidade é difícil de prever. Sabe-se que esse fenômeno ocorre a intervalos médios de cinco a sete anos, geralmente alternando com o La Niña em períodos que podem variar de um a 10 anos. O El Niño normalmente se inicia no final do ano, entre os meses de setembro e dezembro, e pode durar até um ano e meio.

Consequência do El Niño no  brasil

No Brasil, o El Niño causa impactos diferentes em diferentes regiões.

Norte e Nordeste

No norte e nordeste seus estados e municípios passam por um período de seca severa, o que se deve à redução considerável no volume de chuvas para ambas as regiões. 

Aumenta, com isso, o risco de incêndios florestais devido ao calor extremo e à falta de umidade, além, é claro, dos prejuízos à economia e sobretudo à saúde das pessoas.

Sul

No sul acontecem chuvas muito intensas e volumosas em anos de El Niño, sobretudo nos meses de primavera e na transição do outono para o inverno. As temperaturas tendem a aumentar para valores acima da média.

Centro-Oeste e Sudeste

Possuem uma condição menos previsível. A tendência é de aumento de chuvas em algumas áreas, especialmente nos estados do Centro-Oeste, como no Mato Grosso do Sul, e padrões de temperatura mais elevados, principalmente para o inverno.

Além do aumento da temperatura e umidade durante o fenômeno, pode favorecer a proliferação de insetos e fungos que atacam as culturas, levando a perdas na produção.

Já do impacto econômico, a redução da produção agrícola em áreas afetadas pelo El Niño pode levar a aumentos nos preços dos alimentos, prejudicando a segurança alimentar e a economia das regiões afetadas.

O El Niño também pode proporcionar vantagens, como o incremento da umidade em áreas afetadas pelo La Niña e que estejam com níveis reduzidos de água no solo e nos reservatórios (como ocorre na região Sul do país). Isso beneficia o cultivo e o crescimento das plantações e eleva as temperaturas médias do ar durante fases críticas do desenvolvimento das culturas, como a polinização e o enchimento de grãos.

Consequência mundiais 

Na Ásia e na Oceania, a combinação do El Niño com oscilações do Oceano Índico pode provocar clima seco em diferentes áreas produtoras, afetando por exemplo a Austrália, que se destaca na cultura do trigo. A falta de chuva na Índia também poderá influenciar os preços mundiais do açúcar.

Nos Estados Unidos, o El Niño poderá provocar maior quantidade de chuvas nas áreas mais ao sul da região conhecida como Corn Belt, que concentra a maior parte da produção de milho e soja no país. “O efeito para os norte-americanos é parecido com o que ocorre no Brasil, com menos chuva ao norte, mas a maioria das áreas produtoras devem contar com mais umidade nesta safra”, afirma Nadiara.

Estratégias de adaptação e redução de perdas

Diante dos desafios apresentados pelo El Niño, os agricultores podem adotar várias estratégias para reduzir seus impactos:

Diversificação de culturas

Plantar uma variedade de culturas resistentes a condições climáticas variáveis pode ajudar os agricultores a reduzir o risco de perdas durante eventos climáticos extremos.

Melhora da gestão da água

Investir em sistemas de irrigação eficientes e práticas de conservação de água pode ajudar os agricultores a lidar com a escassez de água durante os períodos de seca.

Monitoramento e previsão climática

O acesso a informações meteorológicas e sistemas de alerta precoce pode ajudar os agricultores a se preparar para condições climáticas adversas e tomar medidas proativas para proteger suas colheitas.

Controle das pragas na fazenda

Como dissemos anteriormente o aumento da temperatura e umidade durante o fenômeno, pode favorecer a proliferação de insetos e fungos que atacam as culturas, levando a perdas na produção. Para evitar isso, é preciso ter em mãos uma ferramenta capaz de 

Registrar todos os setores e insumos necessários para controlar o surgimento desse problema em sua produção de forma automática e segura.

O manejo de pragas é uma atividade que demanda tempo, pessoal capacitado e bastante atenção para fugir dos desperdícios, tanto de insumos quanto de recursos humanos.

Por meio do MIP, os pragueiros da sua produção podem analisar o surgimento de pragas ainda nos estágios iniciais, mapear quais áreas foram afetadas e enviar um relatório para o profissional agrônomo responsável pela fazenda.

Clique aqui para ter uma demonstração gratuita do sistema

Isabelle Duarte

Assistente de Marketing na Connectere Agrogestão. Atuo com Marketing Digital desde 2020 e atualmente sou responsável pela redação de artigos na Connectere.

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