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Última atualização: 26 agosto 2024
O crédito de carbono é um dos principais instrumentos econômicos desenvolvidos para combater as mudanças climáticas.
Surgiu como uma maneira de incentivar a redução das emissões de gases de efeito estufa, permitindo que empresas e países cumpram suas metas de redução de emissões de forma flexível e economicamente eficiente.
Neste artigo você vai saber o conceito de crédito de carbono, seu funcionamento, benefícios e desafios, além de exemplos práticos de sua aplicação.
O que é crédito de carbono?
O conceito de crédito de carbono surgiu com o Protocolo de Kyoto em 1997, visando a redução dos gases de efeito estufa responsáveis por diversos problemas ambientais ligados às mudanças climáticas.
Esses créditos são parte de um mecanismo flexível que ajuda países com metas de redução de emissões a atingi-las. No mercado de carbono, os créditos representam a não emissão de dióxido de carbono na atmosfera.
Para cada tonelada não emitida, um crédito de carbono é gerado. Assim, quando um país reduz suas emissões em uma tonelada, recebe uma certificação do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), permitindo a comercialização desses créditos com países que não atingiram suas metas.
A comercialização dos créditos de carbono ocorre principalmente em mercados regulamentados. Nesses mercados, créditos e compensações de carbono são comprados e vendidos, oferecendo uma plataforma para indivíduos, empresas e governos adquirirem créditos para suas próprias emissões e promovendo investimentos em projetos sustentáveis que gerem créditos de carbono.
Funcionamento dos créditos de carbono
O sistema de crédito de carbono funciona com base no princípio de cap and trade (limite e comércio). Governos ou organismos reguladores estabelecem um limite para as emissões e emitem um número correspondente de créditos de carbono.
As empresas que conseguem reduzir suas emissões abaixo do limite podem vender seus créditos excedentes para outras que não conseguem cumprir suas metas, promovendo assim um mercado de carbono.
Etapas do processo:
- Estabelecimento do limite: Autoridades determinam um limite total de emissões para um setor ou economia;
- Distribuição de créditos: Créditos de carbono são alocados para empresas com base em suas emissões históricas ou através de leilões;
- Monitoramento e relatórios: Empresas devem monitorar e reportar suas emissões;
- Comércio de créditos: Empresas que emitem menos que seu limite podem vender seus créditos excedentes no mercado para outras que precisam deles;
- Verificação: Projetos que geram créditos de carbono são verificados por entidades independentes para assegurar que as reduções de emissões são reais e adicionais.
Vantagens e desvantagens dos créditos de carbono
Após compreender o conceito de crédito de carbono e seu comércio, é importante analisar os prós e contras deste sistema.
Vantagens dos créditos de carbono:
- Os créditos de carbono estimulam empresas e organizações a diminuir suas emissões de gases de efeito estufa. Ao receber créditos pela redução, essas entidades são motivadas a adotar práticas mais sustentáveis.
- Créditos de carbono podem facilitar investimentos em projetos ecológicos, como energias renováveis, reflorestamento e eficiência energética, ajudando na transição para uma economia mais sustentável.
- A criação desses créditos visa auxiliar os países que não conseguem reduzir suas emissões, portanto, é considerada uma maneira de alcançar as metas, mesmo que seja implementando projetos em territórios hospedeiros.
- Os países hospedeiros de projetos sustentáveis beneficiam-se tanto pela realização dessas ações, visto a dificuldade que encontram de implementá-los, quanto pelo impulso que a sua economia recebe quando vendem os créditos de carbono para outros países.
Desvantagens dos créditos de carbono:
- Implementar e gerenciar programas de créditos de carbono pode ser complexo e caro, tanto na administração quanto na supervisão das emissões, impactando os custos das empresas envolvidas.
- O mercado de carbono, por movimentar muito a economia dos países, pode ser supervalorizado.
- Sistemas de créditos de carbono podem ser alvo de manipulações, com a emissão de créditos falsos ou subestimando emissões reais. A falta de supervisão adequada pode comprometer a eficácia do sistema.
- Críticos apontam que créditos de carbono permitem que países ou empresas comprem créditos em vez de reduzirem suas próprias emissões, desviando o foco da responsabilidade pelo controle das emissões globais.
Projeto de reflorestamento no Brasil
Um exemplo de sucesso é o projeto de reflorestamento na Amazônia, onde áreas degradadas estão sendo recuperadas para capturar CO₂ da atmosfera. Além de gerar créditos de carbono, esses projetos ajudam a preservar a biodiversidade e a fornecer meios de subsistência para as comunidades locais.
O crédito de carbono é importante para reduzir as mudanças climáticas e promover um desenvolvimento sustentável.
Embora enfrente desafios, sua correta implementação e o fortalecimento das suas regras de funcionamento podem potencializar seus benefícios.
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Isabelle Duarte
Assistente de Marketing na Connectere Agrogestão. Atuo com Marketing Digital desde 2020 e atualmente sou responsável pela redação de artigos na Connectere.
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